Construção de escolas e IPM são alvos de CPIs
As Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) tornaram-se, na semana passada, assunto da CMF. Um requerimento encaminhado pelo vereador Didi Mangueira (PSL) pede a abertura de uma CPI para apurar o desvio do dinheiro público por parte da construtora Engefort, que deveria construir duas escolas da rede municipal — EEF São Miguel e EEF Ismael Pordeus, no Jardim das Oliveiras. Ass denúncias foram feitas pelo secretário da SER VI, Paulo Mindêllo. Para ele, a empresa recebeu o dinheiro da Prefeitura mas não cumpriu o contrato.
Uma outra CPI deve ser requerida nesta semana pelo vereador José Maria Pontes (PT). É a que apura suspostas irregularidades cometidas pela ex-superintendente do Instituto de Previdência do Município (IPM), Rose Meire Maciel. O órgão deixou dívidas de R$ 20 milhões e comprometeu o atendimento a 88 mil pessoas, alega o parlamentar.
Você acha que estas CPIs são necessárias? Que propostas de CPIs você gostaria que fossem defendidas pelos parlamentares? Envie suas mensagens para olho_publico@yahoo.com.br
Como Funciona. Segundo o Regimento da Câmara, estas são as orientações no que se refere às CPIs:
a) São necessárias as assinaturas de um terço dos membros da Casa, ou seja, mais de 14 nomes. (artigo 72).
b) Sete pessoas comporão a comissão, observando a composição partidária ( § 1)
c) A comissão tem 15 dias para definir, juntamente com o Plenário, o prazo para a realização dos trabalhos. (§ 3).
d) Não será criada uma nova CPI enquanto outras três estiverem em funcionamento (§ 5).
e) Concluído as atividades, a comissão deverá apresentar um relatório com sugestões e recomendações às autoridades competentes, que decidirá pelo acionamento ou não do Ministério Público em relação ao caso ( artigo 73).
|
|||